Ontem às 18:15 houve reunião na escola onde trabalho. Penso que tudo começou dentro da normalidade, com o atraso de 15/20 minutos habituais. O estranho foi ter verificado que numa reunião com profissionais de educação niguém considerou o atraso uma falta de respeito para com as pessoas pontuais. Para os mais perspicazes já dá para a responsabilidade, relativamente à pontualidade, que os professores ensinam aos alunos. Lamento pelas minhas sobrinhas, mas fico feliz por já ter estudo há muito.
Depois de uma hora lá presente lamentei profundamente o tempo perdido, parecendo que estava numa reunião de alcóolicos anónimos, onde opiniões vagas sem conteúdo eram trocadas sem ter aparecido alguém a dizer concretamente alguma coisa. Se para alguns tempo é dinheiro, para mim nunca foi, mas é precioso, por isso gostaria que tivessem mais respeito pelo meu tempo.
O mais surpreendente foi o facto da maioria ser contra a avalliação (os tais utilizam o eufemismo – “suspensão do actual modelo”, sem nunca terem dito nada sobre o anterior que era de longe pior que o actual) e tentarem demover os demais a não entregarem os objectivos individuais, mas sem nunca o dizerem abertamente.
Quanto aos meus queridos colegas não sei o que fizeram ou têm feito, mas desde o dia 14 de Novembro, quando começei a exercer funções na escola onde trabalho, defini os meus objectivos individuais para o meu desempenho e no final do período para cada um dos meus alunos.
Apenas lamento ter pedido já a rescisão do contrato de trabalho, caso contrário seria o primeiro a entregar os objectivos individuais, porque já estão feitos.
Profundamente lamento pertencer a um grupo profissional que não quer ver diferenciação na carreira, ou seja, competentes e incompetentes são considerados da mesma forma.
Enfim… o estado da nossa educação.